segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Novidades do mês

Mais um mês se passou e muitas coisas novas a Laura aprendeu; coisas legais que nos deixam felizes, embasbacados e outras coisas muito chatas que nos deixam ora nervosos, ora chateados e tristes. 
Mas como acompanho alguns blogs maternos vejo que tudo faz parte do desenvolvimento infantil; então, a nós nos resta absorver e tirar proveito de tudo, afinal já já isto tudo passa e ficarão apenas lembranças das boas risadas que demos e dos choros que também tivemos.

Como disse no post anterior, Laura não vem se alimentando bem há aproximadamente 2 meses e por isto a levamos a outro pediatra que pediu uns exames. Na semana passada fizemos e ficou pronto o de sangue, completinho, e qual não foi a minha surpresa quando na 6ª feira depois das 18h o novo pediatra, Dr.R.A. nos ligou dizendo que estava tudo bem nos exames, com exceção da reserva de ferro da nossa picurrucha. 
Não é pra menos, há quase 2 meses sem comer o que antes comia (legumes, verduras, frutas, etc) só poderia acarretar algum probleminha. 
Por isto o Dr.RA receitou um suplemento de ferro que terá que ser dado por 60 dias pra que não se desenvolva uma anemia; além do remédio as orações estão sendo reforçadas pra que Deus nos ajude e também possa permitir que ela volte a se alimentar como antes.

Fora isto Laura está muito bem e o seu repertório de palavras aumentou consideravelmente; já forma até frases!! Nãaaao papaeee.. Tau fôvô Cailô!! rsrsrs
Então, vamos lá, registrar as novas palavras:

anelo = chinelo
nanenê = música nana nenê
ainha adinha = galinha pintadinha
fôor = flor
atô = trator
acaco = macaco
cama = pama
exê = descer
xubi = subir
xóoobi = sobe
ôça = força
acalo = cavalo
êdi = verde
ajú = azul
ânco = branco
eimelu = vermelho
ôxu = roxo
élu = amarelo
tuia/suia = tua/sua
axina = piscina
alá = lá
fovô = vovô
Cailô = Carlos 
Zúlha = Júlia
Itor = João Vitor
Cála = Clara
Xidá = Cida
Adão = Doidão
Mácélá = Marcella
Ibétu = Gilberto
Axiá = Cássia
assiá = passear
igueza = igreja
boboeta = borboleta
cícolo = círculo
adadu = quadrado
têla = estrela
éda = pedra
eia = areia
...
Fora o extenso repertório da fala, notamos que Laura está a cada dia mais esperta no que diz respeito aos brinquedos pedagógicos que tem. Antes só brincava com eles por causa das cores, mas agora já encaixa as peças nos seus devidos lugares, fala as cores e diz a quantidade das mesmas.

Neste mês que se passou ficou mais apegada aos bichinhos que tem; hora dorme abraçada a "Adinha" cachorrinho de pelúcia que ganhou da "fovó" Dita, hora pega uma naninha em forma de ursinho abraça e murmura huummm enquanto a abraça (morro com esta fofurice)

Canta que é uma beleza rsrsrs.. basta a gente começar que ela acompanha e já principiou no Pai Nosso.
Acho que é isto.. este mês voou e já me justifiquei com os queridos amigos que acompanham o blog pela falta de notícias e inspiração.

Agora me justifico com minha filhinha.. 

Gatinha da mamãe... no mês que se passou você tem estado bem grudada em mim; no começo me aborrecia porque cansada do trabalho você acabava por minar o restinho de forças que eu tinha quando chegava em casa. Antes disto, você aceitava o aconchego do papai, da titia Bete e até do vovô Carlos, mas ultimamente eu tenho sido tua única escolha o que tem me levado a exaustão física e mental.
Entretanto, depois de algum tempo minha "ficha caiu" e por mais que eu esteja cansada sei que, mesmo eu sendo tão imperfeita, errando a todo momento  pra você eu sou perfeita, um "porto seguro", o teu exemplo, o teu apoio... o nosso elo é de ventre, de alma, de amor... éramos uma só há apenas 1 ano e 6 meses e agora você tem descoberto o "mundo"; sei que precisa de mim mais do que possamos (ambas) imaginar e farei daqui pra frente o que for possível pra ser: "o teu abrigo na tempestade, tua sombra em dias de sol, o teu calor em dias de frio..." e que quando você puder entender tudo que agora escrevo possamos já ser amigas, confidentes, unidas eternamente por este amor com que Deus nos presenteou.

Amo você picurruchinha!! Papai não escreve aqui (não gosta do mundo virtual), mas tem sido o meu apoio constante, meu/teu amigo e também te ama incondicionalmente, assim como eu.
Deus continue te abençoando minha filhinha!
Beijoooo e um "xêro" bem gostoso no teu rostinho (aquele que você gosta quando está querendo dormir. =D

terça-feira, 18 de setembro de 2012

E o tempo passa...

Nossa... já faz muito tempo que estive aqui dando notícias e postando umas fotos pra quem acompanha o blog ver como Laura tem se desenvolvido. Dizer que vivemos na correria é agora a desculpa principal de todos rsrsrs...Mas no meu caso, a minha verdade será dita logo abaixo = )

O fato de eu ter me ausentado por tantos dias teve vários fatores: Laura não andou numa fase muito legal nestes últimos tempos: não se alimenta bem, esteve com rinite por alguns dias (tempo MEGA seco), está muuuuuuuuuuuuuito manhosa só querendo colo, chora por tudo, faz birra, aprendeu bater, tira tudo do lugar e não coloca nada de volta (quando será que aprende?!); RESULTADO: mãe exausta física e mentalmente e, consequentemente, sem inspiração para escrever.

Não posso dizer que só tivemos momentos ruins. Lógico que tivemos momentos alegres, de saúde, de bom desenvolvimento... DOU GRAÇAS A DEUS todos os dias porque: apesar dela ser um bebê high need que consome com a mãe que vos fala; apesar de não estar se alimentando bem, etc.. Laura, desde que nasceu, não teve nada grave com sua saúde. 
Agora tem dormido melhor, brinca, corre, faaaaaaaala pelos cotovelos. TEM UM ÓTIMO DESENVOLVIMENTO segundo quem a vê, seja familiar, amigo ou médico (detalhe: passamos por mais dois pediatras para ver opinião deles sobre o desenvolvimento dela.)

E aí que depois de conversar com o último médico e com alguma mães com experiência no assunto falta de apetite, agora estamos em fase de exames. Já que não come vamos ver se tem algo errado ou é simplesmente o "estilo" (preocupante, diga-se) da nossa picurruchinha. 
O médico pediu - porque eu comentei - um exame que há tempos queria ter feito e o Dr. JF não quis pedir: cintilografia para pesquisa de refluxo. 
Calmaaaa... Laura não tem vômitos ou sintomas aparentes mas, segundo quem entende, o grau mais leve do refluxo causa azia e as crianças que a tem não se alimentam ou choram quando tem que comer (Laura sempre foi assim nos momentos de comer "comida", com exceção de leite e frutas)

Laura mama, menos que um bebê da sua idade, mas mama e tem sido isto que a tem mantido saudável, cremos nós, porque frutas parou quase que por completo; de vez em quando belisca uma banana. E não é por falta de incentivo ou insistência de todos que convivemos com ela.

Enfim, passei pra dar notícias do sumiço e dizer que "entre mortos e feridos" nós continuamos vivos e na "luta" \o/

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

1 ano e 5 meses

Laura e suas multifacetas



Musicista

Dorminhoca (oi???)


Sedenta






Leitora





Beijoqueira



Modelo





Artista







terça-feira, 7 de agosto de 2012

Coisas de Laurinha

Os dias passam tão rapidamente que quando eu vejo já fez 10, 15 dias que não registrei nada por aqui.
Mas de hoje não poderia passar; precisava deixar registrado (antes que a Sindrome de Dory me tome) algumas coisas que Laura anda fazendo e falando.

Ontem, durante o culto, havia uma criança no corredor de fora da igreja e ela muito esperta queria ir lá brincar, ou sei lá o que se passou na cabecinha dela; certo é que já começou querer me "dar o balão".
Ela olhou pra mim e disse: mamãêee...
eu: oi filha;
ela: cocô (batendo a mão na bundinha);
eu: deixa eu ver. Olhei e como não tinha nada avisei que não íamos lá fora (onde fica o banheiro);
ela: alá (apontando pro banheiro)... apa (água) - Porque lá fora também fica o bebedouro;
eu: aqui tem. Dei pra ela o que eu tinha levado, ela bebeu tudo e disse: bôooo!!
ela: alá.. apa.
Nesta hora pedi pra minha cunhada (Bete) buscar um pouco (vai que ela estava mesmo com sede né rsrsrs..); quando ela se levantou pra buscar Laura bradou: alá.. Téti (Bete)..isto é, quero ir com ela kkk
eu: não não.. fica aqui que ela já volta;
ela: cocô.. alá
E insisitiu por umas 3 vezes entre "apa" e "cocô" pra ver se me ganhava deixando-a ir lá fora se aventurar com a criança que lá estava. Mas esta eu ganhei!! Espero ganhar sempre =)
Dá vontade de morder esta esperteza de filha!

Além disto, Laura que não é travessa nem "mexelona" começou dar sinais que ingressou nesta fase.
-Abre portas e também as fecha. Trancou-se dentro de casa dias destes; sorte que minha cunhada estava lá dentro também (UFa!);
-abre armários e explora seu conteúdo; meus sapatos vão todos pro chão quando ela encontra a sapateira aberta e depois tenta colocar nos próprios pés ;
-se tiver gaveta aberta é bagunça na certa, pois vai tirando as roupas e esparramando pelo quarto;
-sobe em tudo que sua perna alcança pra poder se levantar - cadeiras, sofá, escada, cama...
- canta (acompanha as musiquinhas dos DVD de clipes que ela gosta), dança (faz coreografia dos clipes), repete tudo que a gente pede e conversa um nenenês muito gostoso de ouvir.


O "hobby" favorito da Laura é brincar num cercadinho de areia que o papai fez pra ela no nosso quintal. Ele fica bem de frente com a janela da vovó então a gente coloca ela lá e ela esqueeeeece da vida e enquanto isto dá pra gente adiantar algumas coisas em casa.
Ama o balanço do rancho, andar de carriola, brincar de bola e ver DVDs, sendo que os preferidos são: Galinha Pintadinha e a Turma do Cocoricó.

Ah.. e não posso esquecer que:
- ela já conta até 10 sozinha (quando vai subir a escada, quando vai pegando os brinquedos...);
- distingue: escuro de claro, cheio e vazio, em cima e embaixo;
- fala todas as partes do corpo: oio (olho), is (nariz), boca, eia(orelha) eina (perna) pé, mão, iga (barriga),eio (joelho), bumbum, axu (braço).


E agora, mais um pouco do seu rico vocabulário nesta fase tão gostosa.

céu= xéeeu
estrela=teia ou teinha (estrelinha)
brilha= bia
karla- caila
joão vitor= tito
vovó= fovó
galinha= cocó
cachorro=taorro
gato=atu
rato=atu
Ada= Ada (nossa mini basset)
Onéias= sssss (só consegue falar o S do final )
Doidão= dodão (titio Marcelo)
Leite= eiti
bala= bala
bola=bola
areia=eia
sapato=atu
roupa=opa
Julia= ulia
Julio=ulio
Bete=Téti
Rua= ua
Sapo=papu
Borboleta=boboê
Carro: arru
Luz=ux
Escuro= culo
Embora= booola
Acabou= bôoo
Nina= Nina
Aranha= anha
Girafa= afa
Ovo=ôfô

Bom, acho que por hoje chega rsrsrs...
Viva o desenvolvimento da picurruchaaa!!!





segunda-feira, 23 de julho de 2012

1 ano e 4 meses

Estreiando na cama elástica



Atenção...


Oração



Assistindo filminho e comendo pipoca




Marshmallow

Nós


Ps: Laura, parece que foi ontem que você ao mundo tão minhonzinha que as roupas RN ficavam gigantes em ti, mas já se passou 1 ano e 4 meses e você está a cada dia mais fofa, mais tagarela, mais solta.
A mamãe nem tanto kkk, olha a cara inchada! Sono atrasado por causa dos teus dentes, que acabam com tuas noites e com as nossas, mas não é por isto que TE AMO menos MINHA PICURRUCHINHA!!

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Bebês "high need"

Todos que acompanham o blog e nos conhecem sabem que Laura é nossa primeira filha. Depois de 11 anos de casamento e 2 tratamentos de indução, monitoramento de ovulação, etc, etc.. Deus nos presenteou, ao Seu tempo, com uma lady.
Só que pra quem é mãe de primeira viagem tudo é inesperadamente gostoso e complicado ao mesmo tempo.

Fazendo uma retrospectiva, Laura teve muita cólica durante seus 4 meses de vida; depois que estas passaram vieram o apego excessivo, o choro por qualquer motivo, excessivamente alto e difícil de ser contido, a personalidade forte, o comportamento desafiador, a "gigante" sensibilidade a dor, entre outras coisas...

Diante deste quadro, mês passado, num surto de estresse da mamãe que vos fala, cheguei a me perguntar se eu realmente sabia o que estava enfrentando.. SER MÃE. 
Mãe que trabalha fora, que chega a noite e se dedica exclusivamente a filha e que tudo que faz não satisfaz as necessidades (emocionais) da filha, mãe que não dorme há 1 ano e 4 meses e quando digo isto não é que queira voltar a dormir como antes; tenho consciência de que quando a gente assume o papel de mãe isto é praticamente impossível, pois cada fase há um motivo pra que isto não ocorra. Mas que possa(mos- papai é participante ativo) acordar somente pra verificar se está tudo bem, pra acalentar, pra alimentar e não 7 vezes ouvindo o choro e o resmungo de uma pequena que ainda não sabe dizer o por quê do choro, mas sabe chamar MÃ MÃAAAA EEEE!! 

Como trabalho frente ao computador, busquei (desesperadamente) leituras que pudessem me ajudar a entender o comportamento estressante de Laura e acabei chegando na página de Soluções para noites sem choro no Facebook. 
Nesta página há vários artigos que buscam ajudar os pais na difícil arte de ajudarem seus bebês dormirem bem entre outros assuntos. 
Vasculhando a página acabei lendo um texto e pensei: Bingo!!! Trata-se de um texto escrito por um pai sobre sua filha caçula. Depois de já ter criado 3 filhos "normais", veio então a caçulinha pra contrariar tudo aquilo que ele e a esposa já sabiam sobre comportamento infantil. Uma nova aprendizagem para o casal, mas não menos emocionante e recompensadora do que as anteriores. 

Segue abaixo o texto com seus respectivos créditos:

O que são bebês de alta necessidade (high need)? A história da nossa bebê

Nossos três primeiros filhos eram relativamente "fáceis". Eles dormiam bem e tinha rotinas de alimentar bem previsíveis. Suas necessidades eram fáceis de identificar e satisfazer. Na realidade, eu comecei a suspeitar que os pais que vinham em meu consultório pediátrico reclamando de seus bebês difíceis, que choravam muito, estavam exagerando! “Por que toda essa dificuldade com bebês?”, eu me perguntava.

COMO ELA AGIA 
Então veio Hayden, nosso quarto bebê, cujo nascimento mudou nossas vidas. Nossa primeira dica que ela seria diferente veio em um ou dois dias. "Ela só quer colo," se tornou a frase frequente de Martha. Amamentar para Hayden não era somente fonte de alimento, mas de conforto. Martha se tornou uma chupeta humana. Hayden não aceitaria nenhum substituto. Ela estava constantemente no colo e no peito - e essa rotina constante se tornou muito cansativa. Os choros de Hayden não eram meros pedidos, eles eram exigências! Amigos com boas intenções sugeriam, "Simplesmente ponha-a no berço e deixe-a chorar." Aquilo não funcionou mesmo. Sua persistência extraordinária a fez continuar chorando, chorando. Seu choro não diminuiu, pelo contrário, se intensificou. E nós não respondemos.
Hayden era excelente para nos ensinar o que precisava. "Contanto que a pegássemos no colo, ela estaria feliz”, se tornou nosso slogan sobre como cuidá-la. Se tentássemos deixá-la chorar, ela choraria mais e mais alto. Nós jogavamos o jogo “passe o bebê”. Quando os braços de Martha não aguentavam mais, ela vinha para os meus.
Hayden se tornou uma bebê de braços, de peito e na nossa cama. Se tentássemos descansar deixando-a aos cuidados de outra pessoa, ela protestaria contra qualquer cuidador. O slogan da vizinhança se tornou: todo lugar que Bill e Martha vão, a Hayden vai atrás. Nós a apelidamos de "bebê velcro." Hayden nos abriu como pessoas. A virada veio quando nós fechamos os livros sobre como criar o bebê e abrimos nossos corações à nossa filha. Ao invés de ficar na defensiva com medo de mimá-la demais, nós começamos a ouvir o que Hayden estava tentando nos dizer desde o momento que saiu do ventre: "Oi, mamãe e papai! Vocês foram abençoados com um tipo diferente de bebê, e eu preciso de cuidados diferentes. Se vocês me derem esses cuidados, tudo vai ficar bem. Mas se vocês não derem, nós estaremos em longos conflitos." Logo que descartamos nossas idéias pré-concebidas de como bebês devem ser e aceitamos a realidade que como Hayden era, nós nos entendemos muito melhor. Hayden nos ensinou que bebês não manipulam, eles comunicam.

COMO NOS SENTIMOS 
Se Hayden fosse nossa primeira filha, nós teríamos concluído que era totalmente nossa culpa que ela não conseguia se confortar, porque éramos pais inexperientes. Mas ela era nossa quarta filha, e dessa vez nós achávamos que sabíamos como cuidar de uma criança. Ainda assim, Hayden fez com que duvidássemos de nossas habilidades como pais. Nossa confiança foi definhando ao mesmo tempo que nossas energias se esgotavam. Nossos sentimentos sobre Hayden eram tão erráticos como seu comportamento. Alguns dias éramos empáticos e cuidadosos, outros dias estávamos exaustos, confusos e ressentidos das suas exigências constantes. Esses sentimentos confusos era estranhos para nós, especialmente após já ter criado três outros “bebês fáceis”. Logo ficou óbvio que Hayden era um tipo diferente de bebê. Ela era “alimentada” de modo diferentes dos outros bebês.

O QUE FIZEMOS
Nosso desafio foi descobrir como uma mãe e pai dessa pessoa única conseguiria salvar alguma energia para nossos outros 3 filhos- e para nós mesmos.
Nosso primeiro obstáculo foi superar nosso passado profissional. Nós fomos educados na década de 60 e 70, então fomos vítimas do tipo de mentalidade que prevalecia na época - o medo de mimar, de estragar. Nós entramos no mundo da paternidade e maternidade acreditando que era obrigatório controlar nossos filhos, senão eles nos controlariam. E havia um medo terrível de ser manipulados. Nós estávamos perdendo controle? Hayden estava nos manipulando? Consultamos livros, um exercício inútil. Nenhum livro sobre criação de bebês continha um capítulo sobre Hayden. E a maioria dos autores homens ou tinham passado da idade de criação de filhos, ou pareciam muito distantes do dia-a-dia de cuidados com bebês. Ainda assim éramos dois adultos com experiência, cujas vidas estavam sendo comandandas por um bebezinho.
Um amigo psicólogo que estava nos visitando comentou sobre os choros de Hayden: "Nossa, seu choro é impressionante, ela não chora de modo bravo, como se exigisse algo, mas num modo esperançoso, como se ela soubesse que ela seria ouvida."
Hayden nos fez reavaliar nosso trabalho como pais. Nós pensávamos que um pai ou mãe eficiente precisava estar sempre com controle da situação. Então percebemos que essa tendência era auto-derrotadora. Essa postura assume que existe um adversário na relação mãe/pai e bebê: o bebê está “determinado dominar você”,então é melhor que eu domine primeiro. Hayden nos fez perceber que nosso papel não era de controlá-la. Mas sim de cuidá-la e ajudá-la a se controlar.
Nosso trabalho como pais não era de mudar Hayden para um clone comportamental de outro bebê. Seria errado tentar mudá-la. (Que sem graça seria esse mundo se todos os bebês agissem igual!). Seria melhor expandir nossas expectativas e aceitá-la do jeito que ela é, não do jeito que nós queríamos que ela fosse. Nosso papel como pais era como o de um jardineiro: não podemos mudar a cor da flor ou o dia de florescer, mas podemos plantar as sementes e aparar a planta de modo a florescer lindamente. Nosso papel era ajudar no comportamento de Hayden e nutrir suas qualidades especiais, então ao invés de serem defeitos esses traços temperamentais funcionariam no futuro em sua vantagem.

Onde ela deveria dormir? 
Ela acordava mais e mais, até que uma noite ela acordou de hora em hora. Martha disse, "Eu não me importo o que o livro diz, eu preciso dormir!!" Em seguida aconchegou Hayden do ladinho dela em nossa cama. Uma vez que descartamos a cena de um bebê que se auto-conforta dormindo sozinho no berço, todos nós dormimos juntos e felizes. Nós descobrimos que temos que ser seletivos com as pessoas que nos condoemos.
Quando discutimos nossos dilemas de como criar Hayden com nossos amigos, nós nos sentimos como se ela fosse o único bebê no mundo que não conseguia se satisfazer sozinha durante o dia ou se auto-tranquilizar durante a noite. Concluimos que ninguém poderia entender um bebê como Hayden ao menos que tivessem um bebê como Hayden. Eventualmente, Martha encontrou algumas amigas que pensavam de modo semelhante e se rodeou de amigos que nos apoiavam.

O que chamá-la? Hayden não se ajustava nas “classificações” existentes. Ela não era realmente uma bebê "inquieta, chorona", contanto que a tivéssemos no colo e atendêssemos suas necessidades. "Com muita energia" era equivocado, todo mundo quer um bebê com muita energia. Ela não tinha "cólicas," porque não parecia ter dor. Nem a palavra "difícil" era realmente verdade; alguns poderiam implorar para ser diferente, mas nós achamos que segurar e ficar perto de um bebê a quem nos tornamos tão apegados não era tão difícil assim. Além disso, esses nomes eram tão negativos para essa pessoinha que parecia saber tão positivamente o que ela precisava e como obter. Não foi até muito anos depois, após conversar com dezenas de pais de bebês que também tinham uma necessidade tão grande de mamar frequentemente, de serem abraçados muito, de precisarem de muito contato humano à noite, que o termo “criança com altas necessidades” nos atingiu. Isso descreve da melhor forma esse tipo de bebê que Hayden era e o tanto de cuidado maternal/paternal que ela precisava.
No meu consultório pediátrico descobri que o termo "criança de altas necessidades" era psicologicamente correto. Quando pais totalmente exaustos chegavam no meu consultório para aconselhamento sobre seus bebês exigentes, eles já tinham recebido uma montanha de negativas: "Você dá muito colo a ela," "Deve ser seu leite," "Ela está te controlando." Todas frases tinham uma mensagem oculta de "bebê ruim e pais ruins." Eles se sentiam culpados de algum modo pelo modo que seus bebês agiam assim. Assim que eu pronunciava o diagnóstico "criança com altas necessidades," eu podia ver o alívio em suas faces. Finalmente, alguém tinha algo bom para falar do meu bebê! "Altas necessidades " soava especial, inteligente, único, e põe o foco na personalidade do bebê, aliviando pais da culpa em acreditar que seu bebê agia desse modo por causa de seu modo de ser pai ou mãe. Ainda mais, "altas necessidades" sugeria que havia algo que os pais poderiam fazer para ajudar o bebê. Ressalta a idéia de que esses bebês simplesmente precisam de mais: mais toque, mais compreensão, mais sensibilidade, mais apego.

O problema do controle. Hayden fez que nós reavaliássemos a questão do controle bem cedo. Gradualmente descobrimos que uma criança não pode controlar seus pais, ou os pais controlarem a criança. Ainda assim os pais devem controlar as situações, porque quando não há limites, a vida em família é um desastre. Nós precisávamos estar no controle de Hayden, fornecer-lhe as "regras da casa" e então controlar seu ambiente de modo que não ficaria impossível para que ela cumprisse essas regras. O que nos ajudou a se livrar desse medo-de-estragar e medo-de-ser-manipulado foi perceber que era melhor errar pelo lado de ser reativo demais e responsivo demais do que de menos. Enquanto trabalhávamos desenvolvendo um equilíbrio de respostas apropriadas, haviam vezes que respondíamos muito tarde, e outras vezes que respondíamos rápido demais. Mas sentimos que na dúvida, era melhor sempre responder. Crianças que são talvez mimadas um pouco (como muitos primogênitos geralmente são), vão desenvolver uma auto-imagem saudável e confiar em seus pais. Com essa base é mais fácil recuar um pouco enquanto tenta-se criar um balanço saudável entre as necessidades dos pais e as da criança. O filho de pais que respondem pouco desenvolvem uma auto-imagem pobre de baixa estima, e uma distância se cria entre pais e filho. Essa situação é difícil de consertar. Eu nunca tinha ouvido pais em meu consultório pediátrico dizerem que eles desejavam que não tivessem que dar tanto colo ao bebê. Na verdade, a maioria, se pudessem voltar no tempo, teriam dado mais colo a eles.
Nós não estavamos preparados para a criança com opinião fortíssima que encontraríamos em Hayden. Nossos outros filhos mais velhos tinham respondido bem a dicas verbais, mas Hayden parecia não nos ouvir. Então, ao invés de repetir constantemente "não, não ponha a mão " (o que era fútil), nós a ensinamos que na casa toda existiam os pontos “sim, toque”, e “não, toque”. Nosso trabalho era fazer os locais "sim, toque" mais acessíveis a ela que os locais proibidos, então ela poderia aprender a se controlar. Hayden conseguia operar seus controles internos num ambiente que tinha ordem e estrutura em certo ponto (cada casa faz isso de modo diferente). Quando ela teve oportunidade de se comportar apropriadamente independente de infinitos nãos de nossa parte, ela começaria a ter um senso de seus próprios controles internos.

Nossas necessidades x suas necessidades. Na metade do primeiro ano de Hayden percebemos que ser pais de um bebê de altas necessidades poderia ter um efeito "para melhor ou para pior " na relação marido-mulher. Facilmente as coisas saíam do controle. Uma criança de altas necessidades pode facilmente dominar a casa. Havia épocas em que Martha se arriscou se “queimar” de tanto se doar. Um aviso de um incêndio vindo era Martha dizendo: "Não tenho nem tempo para um banho, Hayden precisa tanto de mim." Para sanidade de Martha, e no final das contas para sanidade da família toda, eu tinha que lembrá-la, "O que Hayden precisa mais é de uma mãe feliz e descansada." Não era suficiente somente orar. Além de dedicar-se intensamente na casa e com as outras crianças, eu carregava Hayden e cuidava dela quando podia. Eu a levava para um passeio para que Hayden pudesse ficar longe das vistas e mente de Martha por um tempo.
Ter uma criança de altas necessidades nos ajudou amadurecer a comunicação um com o outro. Houve sempre o dilema "suas necessidades ou nossas necessidades ". Nós tivemos que roubar tempo para nós mesmo, percebendo que mesmo os melhores pais ou mães podem ser mitigados se o casamento não funciona. Vi quão importante era para Martha que validassem suas atitudes de mãe. Eu sempre oferecia-lhe frases como "Você sabe melhor que ninguém”, mas também quando a vi esgotando suas energias sentia que tinha que intervir e ajudar. Eu me perguntava quando é que teria minha esposa de volta, mas percebi que não poderíamos voltar no tempo. Eu era um adulto, e Hayden passaria nesse estágio somente uma vez.

A recompensa. Hayden cresceu de uma criança de “altas necessidades” e uma adolescente super energética, e se formou na faculdade de (adivinhe) artes dramáticas. Sua vida como bebê está em nosso livro THE FUSSY BABY. Ela as vezes abre esse livro e mostra a seus amigos, "Essa sou eu." Na noite de formatura enquanto pousava para foto, parecia tão adulta em seu vestido longo. Eu murmurei a Martha, "Bebês de alta necessidade preenchem os espaços vazios," e essa mulher adolescente-adulta piscou para papai. Enquanto eu a escoltava pelo corredor para seu baile de formatura, nossas mentes e corações se encheram de lembranças daquelas cenas incontáveis de cansaço dos tempos de bebê e infância. Enquanto eu entrava na igreja de braços dados com meu “Bebê chorão” para transferí-la para o homem dos seus sonhos, percebi que essa mulhere madura e talentosa iria agora doar a seu companheiro e seus filhos o estilo de cuidado que nós tínhamos lhe dado. Martha e eu olhamos um para outro e pensamos, "Foi um caminho longo e difícil, anos com esse bebê no colo, peito, em nossa cama, muitos confrontos de disciplina, e esses anos todos de paternidade e maternidade com muito apego produziram uma pessoa confiante, misericordiosa, carinhosa. Valeu a pena.”

Mudando a personalidade da criança “high need”
As palavras que você usa para descrever seu filho mudarão conforme os anos passam, os traços que a deixaram tão cansada durante a infância são canalizados em qualidades que farão seu filho um adulto interessante e dinâmico. Tente pensar de modo positivo na personalidade de seu filho. Rótulos que pareciam negativos serão traços positivos na personalidade do seu filho no futuro.

BEBÊ                                                    
exigente                                                               
chora impressionantemente alto         
inconsolável                                                   
hipersensível                                               
alerta                                                              
intenso                                                          
exaustivo                                                      
                                                                    
CRIANÇA                                            
agitado                                            
energético                                        
teimoso                                            
impaciente                                        
teimoso                                                                                   
desafiador                                        
expressivo                                        
propenso a birras                              
amoroso                                            
gosta de abraçar                                
obstinado                                                                                                          
                                                                 
ADOLESCENTE- ADULTO

entusiasta                   
profundo
apaixonado
engenhoso
tem opiniões fortes
dominador
determinado
persistente
perceptivo
justo
sociável
solidário
afetivo
empático
                               
                                                                     
                                                                                                                                    
 Tradução: Andréia Mortesen
http://www.askdrsears.com/topics/fussy-baby/high-need-baby/what-high-need-means-story-about-our-high-need-baby
http://www.askdrsears.com/topics/fussy-baby/high-need-baby/changing-personality-profile-high-need-child-grows


Enfim, podem alguns pensar: nooooossa, ela está rotulando a filha dela!!! Também não gosto de pensar que o fiz, mas este texto me ajudou a entender que há crianças que necessitam de mais dedicação, atenção e PACIÊNCIA do que outras. 
Laura é uma destas crianças e não será por isto que a amaremos menos, pelo contrário, sempre terá de nós MAIS AMOR, MAIS ATENÇÃO, MAIS ABRAÇOS, MAIS BEIJOS, MAIS TUDO... 
Isto não significa que não ensinaremos a ela os limites das coisas, senão aí estaríamos criando uma criança mimada, chata, chorona...
Sendo assim, high need, que Deus nos capacite para satisfazê-la e conduzi-la até que se torne um adulto exemplar.

NEOQEAV filha!!!